Sobre

JairJair da Silva Ribeiro Junior, nascido no ano de 1975, na cidade de Tremembé interior de São Paulo, ainda criança começou a ter seus primeiros contatos com a fotografia.

Por ser filho de um fotógrafo, muitas vezes suas diversões aconteciam dentro de um pequeno quarto escuro em sua casa, iluminado por uma pequena lâmpada vermelha onde eram revelados os negativos tirados pelo seu pai.

Sempre observando o fotógrafo que tinha ao seu lado, lembra como se fosse hoje: “um lápis HB… na mão, ferramenta que era utilizada para retocar pequenos detalhes nos filmes, Photoshop da época, algumas montagens eram feitas e depois podíamos nos ver dentro de uma televisão e sair mostrando para todos como se aquilo fosse algo fora do comum, além das pontas das unhas levemente amareladas pela química do revelador fotográfico, algo que me chamava a atenção”, diz o fotógrafo.

E assim o seu gosto pela fotografia foi aumentando, passou a acompanhar seu pai em eventos que fotografava, como assistente e sempre com um flash na mão.

Durante a semana, organizava sua bolsa e preparava o material que seria utilizado. Providenciava a água destilada da bateria da moto – usada para alimentar o flash –, comprava filmes, fazia a limpeza das lentes e dava um belo “trato” nas três “belezuras”: uma “Yashica FX-D”, uma “Yashica Mat 124-G”, uma “Olympus Trip 35″ e só. O restante do tempo era observar para que em um curto espaço de tempo já pudesse arriscar suas primeiras fotos, geralmente um ou dois cliques nos finais dos rolos de 36 poses. Cliques que eram todos contados, em razão do alto custo dos filmes.

No final da década de 80, ganhou sua primeira máquina fotográfica, uma “Tira Teima”. Dela carrega, até hoje, a primeira foto, um lindo pôr do sol na serra da Mantiqueira em Tremembé (foto abaixo). Detalhe: “A máquina só tinha um botão e fazia um clique muito estranho, na verdade, um claque”, comenta.

Foi se aperfeiçoando como auxiliar em iluminação e pouco tempo depois já estava fotografando. Montou seu primeiro laboratório em P&B, foi conhecer o fotojornalismo e os demais segmentos fotográficos, época em que já usava uma Nikon FM10 equipada com uma lente 70~210mm.

Apaixonado por fotografia, sempre se dedicou ao máximo em todos os eventos que realizou, prezando sobretudo pela qualidade dos trabalhos.

Atento às novas tecnologias e conceitos, não deixa de lado a essência da fotografia: transmitir a mensagem de cada momento.

Embora esteja adaptado a nova geração digital, o fotógrafo atribui grande parte do seu conhecimento sobre a arte fotográfica ao contato que teve com os filmes (analógicos), além de cursos e pesquisas que realizou.

Atualmente exerce outra função em órgão público, mas não deixou a fotografia de lado, realiza seus próprios projetos mantendo-se envolvido com os mais diversos segmentos fotográficos existentes.

Além de fotógrafo, atua como videomaker e seus vídeos são todos baseados nos mesmos princípios usados em suas fotografias.

No ano de 2014, iniciou o projeto pessoal chamado “Ouro e Diamante”, nele, Jair percorre a “Estrada Real” retratando por meio de suas imagens não só uma importante obra histórica de engenharia e arquitetura, mas também a natureza deslumbrante da região.

“E assim vou fotografando, em novos tempos, com mais recursos e crendo fielmente que a fotografia deva sofrer o mínimo possível de manipulação e intervenção do fotógrafo, mantendo assim as peculiaridades do momento da captura, tornando-se um momento único, registrado com a escrita da luz, não em uma película fotográfica, mas em um sensor eletrônico, sem nunca deixar de ser uma fotografia”.

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